quarta-feira, 21 de julho de 2010

¹ O Som do Coração Trilha Sonora HQ (Cena Final)




Cheguei do plantão noturno e me deti em um filme que fez cair as lágrimas ( o que não é difícil pra mim). É um filme de uma sensibilidade tocante, gênero: drama, com ar de romantismo e sensação de plenitude no coração. O ator principal parece um anjo, gostosos de ver.
Sou amante da música e da arte em toda sua forma (de forma humilde, sem ostentar como gosto de dizer). Aquariana nata! sou sensível a qualquer manifestação artísticada música clássica à popular.
Deixo a sugestão aqui, O som do coração- August Rush.

E ainda na delícia da leitura...
PENSAR É TRANSGREDIR de Lya Luft, consigo ver que a escritora está mais próxima da realidade do que se supunha. Entramos no mundo de sua infância, contradições, indagações... Sempre digo que não somos desprovidos de inteligência, mas possuídos por uma PREGUIÇA MENTAL.A autora fala desse ponto, e nos convida a pensar. Talvez para muitos não seja uma leitura tão fixante, daquelas que você não vê a hora de folhear a próxima página, mas nos revela o mundo particular da autora.
Tem um tom bastante feminista, talvez eu discorde de algumas citações da mesma, mas respeito a opinião; como mulheres quebramos muitas barreiras durante a história e Lya Luft demonstra o orgulho por ser mulher.
Segue um trecho interessante deste livro, que comprei em uma banca de supermercado pra passar o tempo, só conhecia a autora dos artigos da revista Veja, agora sei que além de escrever sobre temas relacionados à Educação, a mesma tem um "Q" de ser real.

"Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
Lya Luft

sábado, 19 de junho de 2010

Vender sonhos.


A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram...

Augusto Cury

Profundo... e verdadeiro! Quantas vezes não sabemos ler as entrelinhas, não só dos livros, mas da vida. A vida que se abre todos os dias, para muitos um tormento, para outros mais uma oportunidade...para mim, uma oportunidade de ser mais feliz através da felicidade do outro.
Este livro é incrível, na verdade todos os livros de Augusto Cury que estou descobrindo, não são livros de auto ajuda que só repetem o que já sabemos, mas acrescentam à vida um olhar que não tinha antes, de lutar pelos sonhos e vendê-los a quem quiser se aventurar.
Algumas frases de Cury:
1- Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.

2- Construí amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: Não tenho medo de vivê-la.

3- Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as suas mãos para cultivá-las.

4- Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros.

5- Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.

Ler este livro é adentrar na delícia da leitura. Descubra!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A suposta morte da Enfermagem...


Depois de muito refletir sobre as questões profissionais, receio em pensar na suposta morte da Enfermagem...Onde somos o núcleo celular de uma sociedade que vive em precárias condições em todos os níveis básicos, porém, muitas vezes nem nos damos conta de nossa importância. Não a importância do custo de nossos serviços, mas a importância como profissionais e equipe.
Durante meu último ano letivo tive que palestrar diversas vezes e dessas vezes meu assunto preferido sempre era Humanização e Relacionamento Interpessoal, durante uma palestra bem prestigiada por todos, minha mentora me orientou que quando formada continuasse com meu trabalho de orientar clientes e equipes. Achei que seria fácil, que esse seria meu ideal. Hoje, já não tenho mais a certeza de antes. Diante da realidade da profissão e das pessoas desmotivadas, já não faço ouvir minha voz,mas tento!Infelizmente no final de tudo, ouço falar que ser amigo de meus técnicos não pode! Que tentar ser gentil com outrem, não pode! Que ter respeito não pode!...Até chego a pensar assim, mas não aceito que essa seja a única verdade.
E agora!? O que pode afinal?
Não ter vergonha de agir como se eu não soubesse que minha escolha implicaria em sacrifícios. Que as pessoas são incapazes de ter a reação após a ação de um sorriso. Que se eu me mostrar igual, apenas com responsabilidades diferentes de minha equipe os mesmos vão achar que podem abusar de minha boa vontade...
É! É difícil aceitar ser um profissional completo assim, parece que sempre faltará uma alfinetada para que as coisas funcionem.
Não consigo visualizar a luz no fim do túnel, o suspiro ou a vontade de viver da minha Enfermagem. Quando tenho que provar para meus colegas que sou tão boa no que faço quanto eles, mas tenho minhas limitações também. Quando ouço dos técnicos de Enfermagem que eles não têm obrigação de realizar minhas prescrições, que não são subordinados a mim. Que os médicos podem nos ver como se fossemos secretárias com nível superior e incapaz de avaliar a necessidade de instalar um acesso venoso em uma sala de emergência. Que tenho que servir de ponte para outros profissionais que morrem de medo de perguntar sobre a situação de seus pacientes. Que tenho que gerenciar um serviço onde: Se o médico não coloca o registro, se ele erra o nome do paciente, se erra a prescrição médica, se não preenche seus papéis, se não quer sair do conforto para avaliar um paciente grave... A culpa é da Enfermagem! Ufa, ainda faltam outras funções paralelas que exerço, e no final de tudo, somos meros executores de prescrições.
Não!Sou muito mais que isso, sou o coração de qualquer instituição de saúde. Não como único profissional, mas como integrante de uma equipe multidisciplinar que inconscientemente coordeno, e os mesmos nem se dão conta disso.
Haverá um dia em que cada pessoa passará pelas mãos de um enfermeiro, se o mesmo for suficientemente capaz de observar suas ações e sua importância, sua filosofia de vida mudará. Até mesmo alguns enfermeiros desavisados passarão por isso. Por enquanto, vamos levando a vida, como se o outro não fizesse parte de mim, porque no dia em que eu cair, talvez não haja alguém com quem eu possa contar.

"Amor e Luz" Autores: W. Luz / n. Farias


Amor e Luz
A mão que toca e faz
A dor fica menor
O seu olhar afaga

Amor e Luz
No silêncio das noites
O guardião da vida
Basta você chamar

Vive a vida
Pra tantas vidas
Muitas vezes sem saída
Nem o tempo cura as vezes essas feridas
Mas um sedativo é sempre o ombro amigo
Nem o tempo cura as vezes essas feridas,
Mas um sedativo é sempre o ombro amigo

O Enfermeiro, a Enfermeira
Transcendem suas lutas pelos leitos
O Enfermeiro, a Enfermeira
Já é eleito em nossos corações amor e luz

Amor e Luz
Amor e Luz, uma bandeira branca avisa
A vida sempre vale mais
Amor e Luz
Amor e Luz, chama acesa
Vida em tantos hospitais

Vive a vida...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Motivação


Dizem-nos autores como Chiavenato, que o envolvimento e a colaboração dos indivíduos numa organização são aspectos fundamentais para que se tenha sucesso. Para tal, é indispensável investir na motivação e no desenvolvimento de um bom clima organizacional. Isto porque uma pessoa motivada tem atitudes dinâmicas e fica facilmente disposta a intervir, dando menos relevância aos obstáculos do que aos objetivos pretendidos.
Também o papel de líder e o estilo de liderança do grupo de trabalho são fundamentais para o bom desenvolvimento e crescimento de uma equipe.
Podemos então concluir que, se estamos perante alguém motivado e com um bom ambiente de trabalho, é provável que os resultados daquilo que faz sejam bons.
Parece muito simples, ao ler alguma bibliografia sobre este assunto, saber quais os elementos necessários para ter indivíduos motivados. Mas, tentando passar à prática, a situação complica-se... Os fatores constrangedores são mais que muitos.
Porque é que quando atuamos em grupo, mesmo que seja para melhorarmos as nossas condições de trabalho, somos tão resistentes à mudança?